Salvador deu ontem, seu primeiro passo para ser umas das Subsedes da Copa de 2014, que será realizada no Brasil.
O Governo da Bahia cumpriu, mais uma etapa do cronograma estabelecido pela Fifa para as 18 cidades candidatas a subsidiar jogos da Copa 2014.
Foi entregue à Confederação Brasileira de Futebol, CBF, no Rio de Janeiro, o projeto básico de arquitetura e engenharia e documentos contendo garantias complementares do estado e do município de Salvador e ainda a manifestação de três potenciais investidores.
As exigências da entidade internacional de futebol foram respondidas pelo estado em quatro volumes, apresentados em 25 pastas, nas versões português e inglês.
O projeto foi desenvolvido pela empresa de engenharia e arquitetura Setepla, vencedora do Aviso de Manifestação de Interesse, publicado em abril, onde o Governo, por meio da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, autorizou empresas interessadas a apresentar estudos preliminares para uma concepção para a praça esportiva.
No documento entregue, é detalhado todo o projeto arquitetônico da nova Fonte Nova, que terá capacidade de 55 mil espectadores, podendo chegar a 60 mil com a arquibancada desmontável projetada para o espaço da abertura da “ferradura”, que está sendo preservada na proposta arquitetônica vencedora, integrando o estádio com o meio ambiente ao seu redor.
Em 15 de março, a Fifa anuncia o nome das 10 ou 12 cidades (o número ainda não está definido pela entidade futebolística) que abrigarão os jogos.
Em julho próximo, ainda de acordo com o cronograma, as cidades escolhidas estão obrigadas a deflagrar o processo licitatório.
A previsão do Governo é iniciar as obras do estádio em 2010, com conclusão em dezembro de 2012, cumprindo determinação da Fifa.
“O Governo da Bahia mantém a posição de investir o mínimo possível de dinheiro público na construção e gerenciamento da praça esportiva.
Para isso, estudos de modelagem institucional estão sendo feitos pela empresa de consultoria KPMG, com o intuito de garantir a viabilidade econômica do equipamento, tornando atraente e competitivo o processo licitatório”, informou o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos.
A Copa do Mundo também é uma oportunidade única para promover Salvador, a Bahia e o Brasil internacionalmente, desenvolver o turismo, qualificar os serviços e investir em infraestrutura. Um ponto extremamente positivo é que, passados os jogos, todo o investimento feito em quipamentos e infraestrutura fica para a cidade e sua população.
Amazonas quer gastar R$ 6 bi para ser subsede
A pouca expressividade do futebol amazonense não é empecilho para a candidatura de Manaus à subsede da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O projeto – no valor de R$ 6 bilhões em obras – apresentando pelo governador Eduardo Braga (PMDB),foi encaminhado ontem à FIFA, no último dia para as cidades que pretendem sediar jogos da Copa enviarem suas propostas.
O anúncio das cidades brasileiras que sediarão o evento só será feito em março, mas mesmo assim, o Governo do Amazonas já gastou R$ 700 mil com os primeiros projetos arquitetônicos que incluem intervenções viárias e a construção de um moderno estádio com teto retrátil, semelhante ao dos estádios europeus. Além do “pacote” de obras, Braga enfatizou que o projeto amazonense terá como foco a temática ambiental.
Manaus, que sequer tem um time na primeira, segunda e terceira divisões do futebol brasileiro, disputa a vaga de subsede da Copa com Belém (capital do Pará) e Rio Branco (capital do Acre).
O governador não informou qual será a participação do Poder Público e da iniciativa privada nos custos das obras. O principal estádio da cidade, o Vivaldo Lima (conhecido como ‘Vivaldão’) tem baixa capacidade para torcedores – apenas 33 mil – e, de acordo com o novo projeto, terá de ser totalmente reconstruído.
No intuito de evitar futuras críticas, o governador pediu apoio da sociedade e da imprensa para a candidatura da cidade.
“Não é hora para fazer críticas. É hora de nos unirmos para conseguirmos ser sede da Copa”, disse Braga.
Fonte: Tribuna da Bahia
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