Camille teve morte cerebral confirmada; Presidência da república solta nota a imprensa sobre o caso

velório de Camile Gerin (Caio Gerin) será aberto nesta quarta-feira (28/07) às 11h no Cemitério da Saudade

Familiares e a Setec, confirmaram que o velório de Camile Gerin (Caio Gerin) será aberto nesta quarta-feira (28/07) às 11h no Cemitério da Saudade. O sepultamento está previsto para as 16h.

Em  nota a assessoria de imprensa do Hospital Mário Gatti informa que a noticia sobre a morte de Caio está errada e o mesmo não faleceu. Não sabemos a fonte da noticia, mas não é do hospital. Atenciosamente, Laura Gonçalves, Assessora de imprensa.

Apesar da nota divulgada pela asssessoria do hospital, familiares de Camile confirmaram que ela é mantida por respiração artificial, e que o médico que a atendeu, confirmou morte cerebral. …

A travesti Camile, conhecida também como Cotonete, teve morte cerebral nesta terça-feira (27/07) . Camile está internada em coma no Hospital Municipal Dr. Mario Gatti desde a madrugada de sábado, quando foi encontrada pela polícia já desacordada.

Confira matéria sobre o caso

Nota da Presidência da república:

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Secretaria de Direitos Humanos
Subsecretaria Nacional de Promoção de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos

NOTA PÚBLICA
Sobre a violência contra as travestis e transexuais no Brasil

A Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria Direitos Humanos da Presidência da República vem publicamente reafirmar seu compromisso no combate à violência e discriminação contra a população de travestis e transexuais do Brasil. Esses atos são conhecidos como transfobia.

Vítima desse tipo de violência, a jovem Camille Gerin, de 25 anos, foi agredida brutalmente a pauladas e morreu na tarde nesta terça-feira, em Campinas (SP). No estado de Mato Grosso, somente nos últimos trinta dias, oito travestis sofreram agressões físicas, entre elas a militante LGBT Lilith Prado.

Os crimes de ódio motivados pelo preconceito e discriminação com base na identidade de gênero são freqüentes e representam grave violação aos Direitos Humanos. Tal violência não tem justificativa nem é compatível com a democracia e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

Esta Subsecretaria comprometida em acompanhar a apuração destes casos para que haja, nos termos e nos limites da lei, a efetiva responsabilização criminal de todos os envolvidos.

Brasília, 27 de julho de 2010
Lena Peres
Subsecretária Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos

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