Enviado por: Sérgio Petruso
morenno@bol.com.br
Gente, sou o Sérgio Petruso, autor desse blog, irmão da Mayara Petruso e quero esclarecer o seguinte:
Não concordo com os textos que minha irmã publicou no twitter, discriminando pessoas do Nordeste, ainda mais que somos descendentes de nordestinos, nossos avós maternos são baianos. Sei que ela cometeu uma futilidade, um ato discriminatório, mas a Mayara não tinha sã consciência do que estava realmente provocando. Inclusive, o agora ex- namorado dela é um nordestino (paraibano) e terminou o namoro por causa da pressão que todos nós estamos sofrendo. Mas, compreendam, foi um arroubo da juventude e inexperiência de Mayara, e ela está arrependida e não tinha dimensão do ato provocado.
Não tiro a razão da boa imprensa e do povo brasileiro por terem rechaçado as publicações dela, mas não vejo motivos para tanto alarde e para tanta discriminação com Mayara e com o povo de qualquer lugar. Muitos nordestinos e de outras regiões estão enviando textos com preconceitos contra a mulher que ela é, tecendo comentários também discriminatórios com os paulistas e agredindo famílias. Os sdela foram preconceituosos, porém ingênuos. Mas não é motivo para esse separatismo propagado nas reações e comentários de muitos.
O que minha irmã precisa é de um orientação e, pasmem, não foi ela a única discriminar a Dilma e as pessoas que a elegeram. A campanha eleitoral mostrou isso com mais amplitude. Eu mesmo votei na Dilma e fui chamado de burro, por alguns amigos. Isso tem razão de ser?
Deêm uma olhada na net e verão coisas muito mais horrorosas do que o momento infeliz da minha irmã. Pessoas muito mais esclarecidas, com mais poderio intelectual e financeiro do que a grande maioria da população brasileira também têm discriminado os nordestinos, os pobres, os negros, os brancos, os índios, etc. Há várias vertentes do preconceito soltas mundo afora. São os preconceitos econômicos, de raças, de cor, religiosos, sexuais e mais uma série. Vejam quantos políticos se posicionam contra o casamento gay, do qual eu sou contra, mas não condeno? Quantas pessoas discriminam abertamente os pobres, seja por renegar os seus direitos, seja por renegar a sua ascenção? Quantas pessoas discriminam os sulistas, nortistas, paulistas, baianos, paraibanos e muito mais, abertamente, e nada acontece?

Minha irmã errou, mas vocês que estão emitindo opiniões e comentários agressivos também estão sendo preconceituosos contra uma mulher, uma jovem na flor da idade. É essa educação que queremos para a juventude? Ela, hoje, só chora e seu arrependimento é válido, é uma retomada de consciência pelo erro cometido. Não vejam no seu comentário umexplosivo para a deflagração e bombardeamento de mais preconceitos. O fato já aconteceu, ela errou, mas devemos é ensiná-la a pensar diferente, pois minha maninha querida não matou e não roubou ninguém. Ela é dócil, meiga, inteligente, linda, amorosa, e como ser humano tem que ser compreendida e perdoada por algum ato falho.
Não transformem o Brasil numa Torre de Babel, nem transformem a minha irmã em uma nova Geisy Arruda às avessas e não coloquem uma saia justa na vida dela.
Desculpem o desabafo. Eu também sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor no coração. Minha irmã Mayara, eu te amo! Brasileiros e brasileiras, amo todos vocês!
*Os textos enviados para o “Espaço do Leitor” do portal da Revista Bahia Acontece, são publicadas da forma que chegam, sem revisões ortográficas e/ou censuras, mantendo a porta aberta para a democracia e a liberdade de expressão.
Revista Bahia Acontece
O maior portal de notícias da Bahia!
Você tem que estar logado para poder comentar Login