Taxa de desemprego fica em 11,3% em junho deste ano, diz Pnad

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A taxa de desemprego no país ficou em 11,3% no trimestre encerrado em junho deste ano. A taxa é superior aos 10,9% observados em março deste ano e aos 8,3% do trimestre encerrado em junho de 2015. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua foram divulgados hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado de junho deste ano é o mais alto da série histórica, iniciada em março de 2012. Segundo a pesquisa, o contingente de desocupados chegou a 11,6 milhões de pessoas, 4,5% (ou 497 mil pessoas) a mais do que o trimestre encerrado em março e 38,7% (ou 3,2 milhões de pessoas) a mais do que no trimestre encerrado em junho de 2015.

A população empregada (90,8 milhões de pessoas) manteve-se estável em relação a março de 2016. Já em relação a junho de 2015, houve um recuo de 1,5%, ou seja, menos 1,4 milhão de pessoas. Já os empregos com carteira assinada no setor privado (34,4 milhões) ficou estável em relação a março deste ano e caiu 4,1% na comparação com junho do ano passado.

Edição: Maria Claudia

BC: queda da inflação está em velocidade aquém da pretendida

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O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), considera que houve progressos no combate à inflação, mas esse processo está em velocidade “aquém da almejada”. A informação consta das Notas da 200ª reunião do Copom, realizada nos últimos dias 19 e 20. No documento hoje (26) divulgado, o comitê detalha os motivos que levaram o colegiado a manter a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano.

No documento, o comitê diz que o cenário básico é de desinflação na economia brasileira nos próximos anos. Para 2016, as projeções do BC e do mercado apontam inflação em torno de 6,75%. Para 2017, a convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% é uma expectativa do BC, mas no mercado a projeção de desinflação “ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo comitê”. Essas projeções são elaboradas com base em dois cenários: o de referência, do BC, feito levando em consideração a atual taxa Selic e câmbio, e o de mercado, em que são consideradas projeções das instituições financeiras para a taxa básica e o câmbio.

Debate

No debate entre os membros do Copom (diretores e presidente do BC), houve ênfase sobre o aumento recente dos preços de alimentos e a discrepância de aproximadamente 0,5 ponto percentual entre as expectativas de inflação apuradas na pesquisa Focus, feita junto a instituições financeiras todas as semanas, e as estimativas do comitê para 2016.

Em horizonte mais longo, diz o documento, os membros do Copom debateram sobre os impactos no nível de ociosidade na economia e da inflação ainda elevada. “Alguns membros ponderaram que, diante da desaceleração econômica observada até aqui, esperava-se uma queda maior da inflação. Outros membros chamaram a atenção para a desinflação de serviços já observada. Alguns membros do comitê esperam que os efeitos desinflacionários do nível de ociosidade na economia ainda possam vir a se manifestar de maneira mais intensa”, observou.

Taxa Selic

O Copom concluiu o atual cenário indica não haver espaço para flexibilização da política monetária, ou seja, não há espaço para corte da Selic. O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, utilizada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic).

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, mas a medida alivia o controle sobre a inflação. Quando mantém a taxa, o Copom considera que ajustes anteriores foram suficientes para alcançar o objetivo de controlar a inflação. Desde julho de 2015, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, no maior nível desde outubro de 2006.

Cenário externo

De acordo com o documento, alguns membros do Copom “mostraram-se relativamente otimistas no curto prazo em relação ao ambiente para ativos de economias emergentes”. A avaliação é que os mercados financeiros reagiram positivamente aos estímulos adicionais de bancos centrais, após a decisão em referendo de saída do Reino Unido da União Europeia. Entretanto, todos os membros do Copom avaliaram que há riscos de médio e longo prazo associados à fragilidade da recuperação da economia global.

Preços administrados

A projeção do BC para o conjunto de preços administrados por contratos ou monitorados é 6,6%, em 2016, com redução de 0,2 ponto percentual em relação à projeção divulgada em junho deste ano. Para 2017, a estimativa é 5,3%, 0,3 ponto percentual acima da projeção do mês passado.

Mudanças

Nessa primeira reunião do Copom, sob o comando do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldjafn, foram anunciadas mudanças na divulgação das decisões do colegiado. No dia de anúncio da decisão do Copom, na última quarta-feira, a nota passou a ser divulgada exclusivamente no site do BC, imediatamente após o término da reunião, a partir das 18 horas. Anteriormente, além da publicação no site, o BC anunciava a decisão para jornalistas.

O BC também mudou o formato dessa nota e da ata da reunião, divulgada hoje. O objetivo é deixar as informações mais claras. Também foi alterado o dia de divulgação da ata, que era às quintas-feiras da semana seguinte à reunião. Agora o documento é divulgado às terças-feiras.

Ao assumir o cargo, em junho, Goldfajn disse que um “elemento essencial” na atuação do BC em relação à taxa básica de juros, a Selic, e a inflação é “a comunicação contínua com a sociedade”. O presidente do BC defendeu que a “comunicação precisa ser simples, direta e concisa de modo a transmitir da melhor forma a visão do Banco Central, inclusive, as incertezas quanto à perspectiva e diferentes trajetórias para a conjuntura econômica”, disse. “A comunicação do Banco Central precisa também deixar claras as condições necessárias para as perspectivas apresentadas”, acrescentou.

Dívida Pública Federal sobe 2,77% e chega a R$ 2,958 trilhões

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A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou aumento, em termos nominais, de 2,77%, em junho na comparação com maio, ao passar de R$ 2,878 trilhões para R$ 2,958 trilhões. Os dados, que incluem o endividamento interno e externo, foram divulgados hoje (25) pelo Tesouro Nacional.

O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Outro fator de elevação pode ocorrer em razão da assinatura de contratos de empréstimo. Em junho, as emissões da DPF corresponderam a R$ 64,18 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 3,07 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 61,11 bilhões.

“Foi a maior emissão líquida desde junho de 2015”, informou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, do Tesouro Nacional, Leandro Secunho.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (Dpmfi) teve o estoque ampliado em 3,41% ao passar de R$ 2,744 trilhões para R$ 2,837 trilhões. A Dpmfi é a dívida pública federal interna em circulação no mercado nacional.

Estoque

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), houve redução de 10,34% na comparação com o resultado do mês anterior, chegando a R$ 120,77 bilhões, equivalentes a US$ 37,63 bilhões. Desse total, R$ 110,70 bilhões (US$ 34,49 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos), e R$ 10,07 bilhões (US$ 3,14 bilhões), à dívida contratual. A DPFe é a dívida existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Tesouro Nacional, a variação da DPFe deveu-se principalmente pela valorização do real em relação a moedas que compõem o estoque da dívida externa.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal, em 2016, entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões.

Geração eólica cresce 77% e consumo de etanol, 18,6% em 2015

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A matriz energética brasileira ficou mais limpa no ano passado, principalmente com o crescimento significativo do consumo de energia proveniente de fontes eólicas e do etanol. Simultaneamente, caiu a demanda por gasolina, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que divulgou hoje (22) a edição deste ano do Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN).

O relatório revela ainda que, no ano passado, o consumo de energia proveniente de fonte eólica aumentou 77,1% em relação a 2014 e que o de etanol cresceu 18,6%. Ao mesmo tempo, o consumo de gasolina caiu 9,5%.

A nova edição do relatório apresenta em detalhes a contabilização da oferta, da transformação e do consumo final de produtos energéticos no país, tendo por base o ano de 2015. O BEN mostra que a oferta interna de energia (total disponibilizado no país) atingiu 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, registrando uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior.

Segundo a EPE, empresa responsável pelo planejamento energético do país, a queda foi influenciada pelo comportamento da oferta interna de petróleo e derivados, que caiu 7,2% no período em consequência do superávit nos fluxos de exportação e importação destas fontes energéticas.

“Contribuiu ainda para a queda da oferta interna bruta o enfraquecimento da atividade econômica em 2015, ano em que o PIB [Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país] nacional contraiu 3,8%, segundo o último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [IBGE]”, ressalta a empresa.

Em contrapartida, do ponto de vista da energia elétrica, houve expressivo avanço da participação de renováveis na matriz elétrica de 74,6% para 75,5%, o que é explicado pela queda da geração térmica à base de derivados de petróleo e pelo incremento da geração à base de biomassa e eólica.

Esse avanço veio a compensar a redução de 3,2% da energia hidráulica, com a oferta interna de energia elétrica caindo 8,4 terawatts-hora (TWh), retração de 1,3% em relação a 2014. Já a geração eólica atingiu 21,6 TWh – crescimento de 77,1% – ultrapassando assim no ano passado a geração nuclear. A potência eólica atingiu 7.633 megawats (MW), uma expansão de 56,2%.

Os dados da publicação da EPE confirmam a queda de 1,9% no consumo final de energia em relação ao ano anterior – nos setores industrial e de transportes, a variação foi de -3,1% e -2,6%, respectivamente.

Já o setor industrial teve o consumo reduzido em 2,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, com impacto da queda do consumo de carvão vegetal (-6,5%) e de eletricidade (-5%) no setor siderúrgico, e do bagaço de cana (-3,9%), nesse caso, em decorrência da queda na produção de açúcar.

Demanda cai no setor de transportes

Ainda em função da crise econômica que o país enfrenta, a demanda energética caiu 2,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no segmento de transportes, principalmente em virtude da queda de 4,3% do consumo de óleo diesel, consequência da menor atividade do setor de transporte de carga.

Apesar da retração, um fato positivo é que, no ano passado, houve o percentual renovável na matriz de consumo do setor de transporte passou de 18% para 21%. Essa evolução é consequência direta do menor consumo de gasolina (-9,5%), em parte compensado pelo maior consumo de etanol (+18,6%).

Em 2015, o total de emissões antrópicas (termo usado em ecologia que se refere a tudo que resulta da atuação humana) associadas à matriz energética brasileira atingiu 462,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2-eq), contra 485,1 milhões de toneladas equivalentes verificada em 2014.

Padilha diz que Temer vê com “bons olhos” redução da taxa Selic

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (20) que o presidente interino Michel Temer vê com “bons olhos” a redução da taxa básica de juros da economia (Selic), mas que a palavra final é do Banco Central (BC). Padilha também afirmou que o governo esgotará todas as alternativas para não haja novo contingenciamento (bloqueio0 de recursos.

“Se analisarmos todos os indicadores, vamos ver que os economistas do Brasil estão mostrando que teremos forçosamente uma queda nos juros. Também isso agrada ao presidente, e ele vê com bons olhos, se nós pudermos, mas teremos que respeitar por inteiro a autonomia do Banco Central, corresponder a essa expectativa, inclusive dos profissionais do setor. São os economistas e as agências de avaliação que estão dizendo que o juro vai cair. O presidente vê com muito bons olhos, mas a palavra final é do Banco Central”, reforçou Padilha, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Na noite de hoje, será anunciada decisão sobre a taxa Selic, na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central esperam pela manutenção da Selic em 14,25% ao ano, na reunião desta semana do Copom. Porém. até o final do ano, a expectativa é de redução da taxa básica. De acordo com as projeções, ao final de 2016, a Selic estará em 13,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de mais cortes na taxa Selic, que encerrá o período em 11% ao ano.

Contingenciamento

Padilha ressaltou que a equipe econômica não trabalha no momento com a possibilidade de novo contingenciamento. “O governo trabalha nos seus limites mínimos, mas, por certo, temos gorduras em determinadas áreas em que pretendemos incrementar os trabalhos, fazer mais com menos. Isso seria fundamental para que não tivéssemos novos contingenciamentos. O governo esgotará todas as alternativas para não haja contingenciamento.”

Em reunião para discutir medidas de estímulo à retomada do crescimento econômico do país, o presidente interino Michel Temer e ministros analisaram ontem (19) cenários e números da economia. Temer determinou que o núcleo econômico volte a se encontrar em 15 dias.

O governo Temer trabalha com estimativa de déficit primário de R$ 170,5 bilhões para 2016. A projeção supera o déficit de R$ 96,7 bilhões informado em março pela equipe econômica da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Securitização da dívida

Uma das medidas estudadas para obter mais recursos é a securitização da dívida ativa da União. “A securitização da dívida é uma das alternativas que poderá, ou não, ser adotada”, disse Padilha.

O governo pretende apoiar um projeto de lei que permite a venda no mercado de parte de dívidas tributárias e de débitos inscritos na dívida ativa parcelados por contribuintes. Chamado de securitização, o processo permite que o governo venda no mercado até R$ 60 bilhões de dívidas parceladas com a União, cujo total está estimado em R$ 1,5 trilhão. Os débitos são convertidos em cotas de um fundo creditício que serão postas à venda no mercado. O projeto que autoriza o governo a usar esse mecanismo para engordar o caixa está em tramitação no Senado.Reformas

Sobre as prioridades para este ano, o ministro da Casa Civil disse que o governo precisa aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos ainda em 2016. “O governo tem que aprovar este ano o teto [para gastos públicos], o governo quer este ano aprovar a reforma da Previdência, em primeiro lugar, a reforma trabalhista, a reforma fiscal e, por último, uma reforma na prestação de serviço eficaz do Estado”, acrescentou Padilha.

Segundo o ministro, a reforma política também não está excluída da agenda. “São temas que já estão no Congresso Nacional. Não se pense em uma grande reforma em nenhum dos temas. As reformas serão tópicas para que seja viável a aprovação este ano. Vamos trabalhar no que seja possível e que dê resposta imediata à sociedade brasileira”, completou.

Pesquisa diz que três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes

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Apenas três em cada dez brasileiros são consumidores conscientes, anunciaram hoje (18) o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com base em pesquisa.

Em uma escala de 1 a 10, consumidores entrevistados dão nota média de 8,9 para a importância do tema consumo consciente, mas apenas três em cada dez consultados (32%) podem ser considerados, de fato, conscientes – um aumento de 10,2 pontos percentuais em relação a 2015, quando esse percentual era de 21,8%.

Apesar de ter apresentado melhora, o aumento do indicador foi discreto em relação a 2015, avaliam o SPC Brasil e a CNDL. “Assim como em 2015, os entrevistados associam mais frequentemente o consumo consciente com atitudes relacionadas apenas a aspectos financeiros, ficando em um segundo plano as esferas ambientais e sociais”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, em nota.

Indicador

O Indicador de Consumo Consciente (ICC), calculado pelo segundo ano seguido, atingiu 72,7%, permanecendo praticamente estável em relação a 2015, quando estava em 69,3%. O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto maior o índice, maior é o nível de consumo consciente.

O estudo do SPC Brasil segmentou consumidores em três categorias, de acordo com a intensidade da prática dos comportamentos considerados adequados: consumidores conscientes – que apresentam frequência de atitudes corretas acima de 80% – consumidores em transição, cuja frequência varia entre 60% e 80% de atitudes adequadas e consumidores nada ou pouco conscientes, quando a incidência de comportamentos apropriados não atinge 60%.

Para elaborar o indicador, foi realizada uma pesquisa com perguntas para investigar os hábitos, atitudes e comportamentos que fazem parte da rotina de 600 consumidores nas 26 capitais mais o Distrito Federal, com idade a partir de 18 anos. Essas questões permearam as três dimensões que compõem o conceito de consumo consciente, e todas elas obtiveram resultados abaixo do desempenho ideal de 80%: práticas ambientais (72,5%), práticas financeiras (73,8%) e práticas sociais (70,6%).

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Aposentados e pensionistas que recebem pelo BB têm nova opção de saque

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Cerca de 3,7 milhões de aposentados e pensionistas que recebem pelo Banco do Brasil agora podem sacar o benefício pelo Banco24Horas, caixas eletrônicos compartilhados por vários bancos.

Os portadores do cartão da Previdência Social emitido pelo Banco do Brasil só podiam receber o dinheiro pelos terminais próprios do banco e nos guichês de caixa da instituição.

Mas, por segurança, a solução está disponível apenas para transações via cartões com chip. Desde o ano passado, o Banco do Brasil substituiu mais de 2 milhões de cartões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A troca é gratuita e pode ser feita na agência onde o benefício do aposentado ou pensionista está vinculado.

Para esclarecer dúvidas, o banco dá orientações pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), no telefone 0800 729 0722. O atendimento funciona 24 horas, em todos os dias da semana.

*Agência Brasil

Caixa deve aplicar R$ 10 bilhões em crédito rural no Ano Safra 2016/2017

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A Caixa Econômica Federal iniciou neste mês as contratações do novo Ano Safra 2016/2017.

Para o período, o banco projeta aplicar no crédito rural R$ 10 bilhões por meio das linhas de recursos obrigatórios, recursos livres e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O banco encerrou o Ano Safra 2015/2016 com uma carteira de R$ 7,8 bilhões em contratos de crédito rural, distribuída em operações de custeio e investimento, agrícola e pecuário, além de linhas destinadas à comercialização, atendendo a cerca de 12 mil produtores rurais.

No dia 5 deste mês, o Banco do Brasil, maior agente financeiro do agronegócio, informou que vai disponibilizar R$ 101 bilhões em crédito para a agropecuária na safra 2016/2017. Desse total, R$ 91 bilhões serão destinados a produtores rurais e cooperativas, com aumento de 10% em relação ao valor desembolsado na safra anterior. Mais R$ 10 bilhões serão direcionados a empresas da cadeia do agronegócio.

Arquivo/Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
*Agência Brasil

Vendas do comércio varejista têm queda de 7,3% em 2016

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As vendas do comércio varejista do país fecharam o mês de maio com queda de 1% na comparação com abril, na série ajustada sazonalmente. Já a receita nominal do setor ficou praticamente estável ao acusar queda de 0,1%. O volume de vendas no comércio acumula, nas series sem ajustes sazonais, retração de 7,3% nos cinco primeiros meses de 2016.

Os dados foram divulgados hoje (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para quem a diferença entre o volume de vendas e o comportamento da receita nominal evidencia “uma compensação decorrente das elevações dos preços do setor, que compensaram um pouco a queda mais intensa das vendas.”

Com o resultado de maio, o volume de vendas no comércio passou a acumular, nas series sem ajustes sazonais, retração de 7,3% nos cinco primeiros meses de 2016 e de -6,5% no acumulado dos últimos 12 meses, enquanto a receita nominal, nas mesmas bases de comparação, apresentou variações negativas de 4,2% no acumulado do ano e de 3,2% na taxa anualizada.

Queda de 9%

Já na comparação maio 2015/maio 2016, a queda nas vendas do varejo chegou a 9%, neste caso o 14º resultado negativo consecutivo. Já a receita nominal cresceu na mesma base de comparação 2,2%. O IBGE também constatou que o Comércio Varejista Ampliado (que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção) encerrou maio em queda de 0,4%, o que acontece pelo terceiro mês consecutivo, na série com ajuste sazonal, período em que acumulou perda 3,1%.

No caso da receita nominal do Comércio Varejista Ampliado, houve crescimento de 0,6% em maio comparativamente a abril, segundo o IBGE “voltando a ser positiva após duas quedas consecutivas”. Em relação a maio de 2016, houve variações de -10,2%, para o volume de vendas, e de -2,1%, na receita nominal.

Com o resultado de maio, o segmento já acumula queda de 9,5% nos primeiros cinco meses do ano no volume de vendas, passando a -9,7% no acumulado dos últimos 12 meses; e de -0,9% e -1,8%, respectivamente, para a receita nominal.

Por setores

A queda de 1% no volume de vendas do comércio varejista do país entre abril e maio deste ano reflete retrações em seis das oito atividades pesquisadas pelo IBGE.

Entre os principais destaques negativos figuram outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,3%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (-0,8%) e combustíveis e lubrificantes (-0,4%).

Em menor impacto, também tiveram retrações os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria, cujas vendas caíram -2,7%; e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2%).

Setor de maior peso no índice geral do varejo, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo fechou estável (0,0%) entre abril e maio, enquanto as vendas do item tecidos, vestuário e calçados acusaram crescimento de 1,5%.

Ainda na série ajustada sazonalmente, o comércio varejista ampliado manteve em maio variação negativa de 0,4% para o volume de vendas, queda que é, porém, menos acentuada do que a de abril último: -1,5%.

Segundo o IBGE, “essa redução no ritmo de queda foi particularmente influenciada pelo desempenho do segmento de veículos e motos, partes e peças que, após dois recuos seguidos acumulando uma perda de 7,7%, avançou 1% frente a abril.

Comparação

Os dados hoje divulgados pelo IBGE indicam que a queda de 9% no volume de vendas do comércio varejista em maio deste ano, frente a maio do ano passado (série sem ajuste sazonal), reflete variações negativas em todas as atividades pesquisadas, tendo como principais contribuições negativas para a taxa global o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (-5,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-15,5%); móveis e eletrodomésticos (-14,6%); combustíveis e lubrificantes (-10,9%); e tecidos, vestuário e calçados (-13,5%).

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que registrou a principal contribuição negativa, fechou com queda acumulada de 3,7%, retração que passa a 3,4% no acumulado dos últimos doze meses.

Segundo o IBGE, “este desempenho negativo vem refletindo o menor poder de compra da população, tanto pela redução da renda real quanto por pressão inflacionária do grupamento alimentos em domicílio, medido pelo IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]”.

Já o setor de artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, joalherias, artigos esportivos e brinquedos, propiciou o segundo maior impacto negativo na formação da taxa do volume de vendas do varejo, ao recuar 15,5% em relação a maio do ano passado.

Segundo o IBGE, destaca-se “o já citado recuo da massa real de rendimentos das pessoas ocupadas e também a maior restrição do acesso ao crédito, que comprometeu o volume das vendas do dia das mães [em maio]. Para os cinco primeiros meses do ano, a variação acumulada foi de -13,1%, e para os últimos 12 meses, de -8%.”

(*) Texto alterado às 11h31 para acréscimo de informações

Banco do Brasil destinará R$ 101 bilhões para a safra 2016/2017

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O Banco do Brasil informou hoje (5) que disponibilizará R$ 101 bilhões em crédito à agropecuária brasileira na safra 2016/2017. Desse total, R$ 91 bilhões serão destinados a produtores rurais e cooperativas, um aumento de 10% em relação ao valor desembolsado na safra anterior. Mais R$ 10 bilhões serão direcionados a empresas da cadeia do agronegócio.

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, disse que, do total de recursos para produtores e cooperativas, R$ 71,1 bilhões referem-se a operações de custeio e comercialização e R$ 19,9 bilhões são para créditos de investimento agropecuário. Segundo Cafarelli, o banco é responsável por 61% do crédito agropecuário no país. Ele ressaltou a importância do setor para a retomada do crescimento econômico.

De acordo com o Banco do Brasil, 93% dos recursos apresentam taxas de juros controladas.

A instituição informou que o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá R$ 15,3 bilhões nesta safra, um aumento de 7% em comparação ao valor desembolsado na safra anterior.

No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o Banco do Brasil estima aplicar R$ 14,6 bilhões, um incremento de 8% em relação à safra 2015/2016.

“Sem o Plano Safra, o país não vai sair da crise”, afirmou o vice-presidente de Agronegócios do banco, Osmar Fernandes Dias.

Outros programas

Segundo o Banco do Brasil, a linha de crédito para o Pronaf Mais Alimentos terá R$ 6,2 bilhões para financiamento da safra 2016/2017.

Já o Programa Agricultura de Baixo Carbono deverá ter créditos de R$ 2,2 bilhões.

A instituição estima financiar R$ 1 bilhão no Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e aplicar R$ 3,8 bilhões para operações de investimento por meio do Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota).

O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, disse que não vão faltar recursos para o agronegócio, principalmente para programas de modernização como o Inovagro e o Moderfrota. “Se faltar, vamos atuar no Ministério da Fazenda para obter mais recursos”.

*Agência Brasil